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O dia em que Fernando Pessoa criticou Jaime Cortesão

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Povo e democracia eram os grandes protagonistas da História para o homem que, do reviralho à investigação, da poesia ao combate à ditadura salazarista, foi sempre um intelectual com causa

JAIME CORTESÃO. Autor de “Os Descobrimentos Portugueses” foi um homem temido pelo Estado Novo, que o prendeu e expulsou do país

JAIME CORTESÃO. Autor de “Os Descobrimentos Portugueses” foi um homem temido pelo Estado Novo, que o prendeu e expulsou do país

ARQUIVO A CAPITAL

E se para falar de Jaime Cortesão pedíssemos ajuda a Fernando Pessoa? Já lá vamos ao médico de formação e historiador por paixão, ao resistente, ao exilado político, ao humanista, ao intelectual, ao autor de "Os descobrimentos Portugueses", agora em distribuição pelo Expresso, ao deputado, ao combatente voluntário da I Guerra Mundial. Lá iremos ao Diretor da Biblioteca Nacional, ao fundador da “Seara Nova”, ao homem com uma ideia mitificada de Portugal, cuja obra se espalha por cinco continentes e três oceanos.

Primeiro vamos à poesia. Acontece que no dia 22 de janeiro de 1913, o autor de “O Marinheiro”, já então Fernando, mas não ainda o Pessoa como hoje o temos entranhado no nosso quotidiano, resolve escrever uma carta a Jaime Cortesão, datada de Lisboa e com um início não tão formal como isso. Dirige-se-lhe como “Meu prezado Camarada”. Após um pequeno introito, diz ao que vem.

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