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Portugal-Bélgica, muito mais que um jogo. “O rei e o futebol são as únicas coisas que mantêm o país unido”

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TALENTO E MAIS TALENTO. Hazard (Chelsea) é um dos ausentes do jogo desta terça-feira (19h45, RTP1), mas o meio-campo belga tem substitutos à altura: Nainggolan, da Roma, e Witsel, dono daquela cabeleira farta que os portugueses conhecem bem

YIANNIS KOURTOGLOU/REUTERS

Portugal recebe esta terça-feira, em Leiria, uma Bélgica bem diferente dos últimos anos. Não só pelo momento emotivo, mas porque a geração de ouro dos “diabos vermelhos” lidera o ranking mundial da FIFA, à frente de Argentina, Espanha e Alemanha, e pode ser a grande surpresa do Euro-2016. Tudo graças à reformulação profunda na formação

Lembra-se da prestação da Bélgica no Euro-2000? Não, é claro que não se lembra. Porque a seleção anfitriã da prova foi eliminada logo na fase de grupos, bem antes da outra anfitriã, a Holanda, que chegou às meias-finais (tal como Portugal, já agora). Mas, para os belgas, aquela humilhação nunca mais seria esquecida.

Foi aí que a Federação percebeu que alguma coisa tinha de mudar e foi o novo diretor técnico de então, Michel Sablon, que começou a revolução. Sablon, ex-adjunto da seleção que chegou às meias-finais do Mundial-1986, percebeu que o topo do futebol belga nunca ia ser suficientemente bom se a base não fosse outra. É que, na altura, a maioria dos escalões de formação do país baseava-se numa filosofia primordialmente defensiva e orientada para o contra ataque como forma de chegar ao golo cauteloso.

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