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Governo português prepara reação à condenação de ativistas angolanos

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d.r.

O Expresso sabe que o Governo português vai reagir à sentença do tribunal de Luanda que condenou hoje os 17 jovens angolanos a penas entre os dois e os oitos anos e meio de prisão

O tribunal de Luanda condenou a penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efetiva os 17 ativistas angolanos julgados por coautoria de atos preparatórios para uma rebelião e associação criminosa. O governo, através do MNE está a preparar uma reação a esta sentença atribuída hoje aos ativistas angolanos, entre os quais está o luso-angolano Luaty Beirão, cuja pena, em cúmulo jurídico também por falsificação de documentos, foi de cinco anos e meio de cadeia.

Dos 17 réus, o professor universitário Domingos da Cruz foi quem apanhou a pena mais pesada, oito anos e meio, enquanto Rosa Conde e Dito Dalí (Benedito Jeremias) foram condenados a dois anos e três meses. Os restantes ativistas, Nuno Alvaro Dala, Sedrick de Carvalho, Manuel Chivonde NitoAlves, Inocêncio de Brito, Laurinda Manuel Gouveia, Fernando António Tomás “Nicola”, M'banza Hamza, Osvaldo Sérgio Correia Caholo, Arante Kivuvu, Albano Evaristo Bingo, Nelson Dibango Santos, Hitler Samassuku e José Gomes Hata vão cumprir quatro anos e meio de prisão efetiva. O tribunal condenou adicionalmente todos os reclusos a pagar uma multa de 50 mil Kwanzas (280 euros).

Os ativistas já foram encaminhados para a prisão de Viana, incluindo as duas jovens Rosa Conde e Laurinda Gouveia, que aguardaram sempre o julgamento em liberdade.

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