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Fugitivo da Lava Jato vivia como um recluso em Lisboa

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PRESO. Raul Schmidt era procurado desde julho de 2015 por suspeita de pagar subornos a ex-diretores da Petrobras

d.r.

A Operação Lava Jato chegou pela primeira vez ao estrangeiro e logo a Portugal: a PJ deteve um sócio de um dos detidos que vivia fechado num apartamento desde dezembro do ano passado

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Vivia com a mulher e os filhos num apartamento do centro de Lisboa e se não fosse o pequeno detalhe de não trabalhar e de quase não sair de casa, nada o distinguia dos executivos brasileiros que escolhem Portugal para viver. Mas Raul Schmidt Fellipe Junior não é um imigrante comum: era procurado desde julho do ano passado quando o agora célebre juiz Sérgio Moro decretou a sua prisão preventiva por suspeita de pagamento de subornos a três ex-diretores da Petrobras, a petrolífera do Estado brasileiro.

Raul Schmidt vivia então em Londres, onde tinha uma galeria de arte e era membro da elite cultural local. Em dezembro ficou a saber que era procurado e fugiu para Portugal, onde se escondeu num apartamento em Lisboa avaliado em três milhões de euros. Como tem nacionalidade luso-brasileira, pode opor-se à extradição e ser julgado em Portugal. Terá de ser o Tribunal da Relação de Lisboa a decidir se o extradita ou não. Se não o extraditar, Portugal terá de o julgar pelos crimes alegadamente cometidos no âmbito da Operação Lava Jato.

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