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Não se sabe quem são os bons e os maus

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TENSÃO. Hoje, centenas de milhares de pessoas concentram-se na Avenida Paulista. Uns gritam que "os fascistas não passarão", outros pedem "Lula na cadeia"

reuters

Quem tiver estado de um lado da Avenida Paulista, em São Paulo, durante esta sexta-feira pode ter ficado com a impressão de que Lula é um político criminoso e corrupto, odiado pelo país que já governou. Mas quem tiver estado do outro lado da Avenida pode ter começado a duvidar da isenção de quem acusa Lula. Afinal, o que é que faz de Lula um homem tão amado e odiado ao mesmo tempo?

“Lula, guerreiro do povo brasileiro” são as palavras de ordem para hoje na Avenida Paulista, em São Paulo, do lado dos apoiantes do ex-presidente. "Lula na cadeia", pediram e continuam a pedir os protestantes indignados com a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil do outro lado da mesma Avenida, numa altura em que ele é investigado no âmbito do megaprocesso de corrupção conhecido como Operação Lava Jato.

A história de Lula parece uma novela, mas tem uma particularidade que se torna um obstáculo para qualquer um que a tente acompanhar: não se sabe quem são os bons e os maus. Do elenco de protagonistas fazem parte o próprio Lula, o presidente justiceiro dos pobres que pode estar envolvido num enorme escândalo de corrupção; o juiz Sérgio Moro, que persegue os criminosos sem medo mas é acusado de recorrer a práticas próprias de estados policiais; ou o juiz Itagiba Cata Preta Neto, que impede Lula de se tornar ministro, como muita gente pedia, mas vê a sua decisão anulada por esta se basear em "meras suposições".

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