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Quando as nossas avós marcharam para a guerra

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Grupo fundador da Cruzada das Mulheres Portuguesas no Palácio de Belém. Já nesse tempo, existiam gralhas nos jornais: o nome da mulher do PR aparece como sendo Alzira, em vez de Elzira, seu verdadeiro nome

ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA / HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA

“Pela Pátria” era grito, frase de jornal, ordem para resistir ao inimigo. Na retaguarda, republicanas e monárquicas criaram verdadeiros batalhões de ajuda à população, disputando terreno e capacidade de influência. De um lado, a aristocracia católica, com a Assistência das Portuguesas às Vítimas da Guerra, do outro, as republicanas laicas, com a Cruzada das Mulheres Portuguesas. Se quiser saber mais, vá ao colóquio na Biblioteca Nacional. É hoje, às 18h30

A guerra era uma tatuagem na pele de todos; o ar cheirava a guerra, as conversas nos cafés falavam de guerra, as famílias olhavam para os mancebos temendo a sua mobilização. Nem a formação daquele novo Governo que dizia unir todos os partidos tirava a cisma da guerra da cabeça dos portugueses. A bem dizer, já era o 15º desde que a República tinha sido implantada, em outubro de 1910... e ainda só estávamos em março de 1916.

Adivinhando os duros tempos que aí vinham, as senhoras católicas, que tão afrontadas se sentiam pelo anticlericalismo do novo regime, lançaram as bases da Assistência das Portuguesas às Vítimas da Guerra, que tinha como principal objetivo a “organização de cursos de enfermeiras”, segundo o Dicionário Feminae. Afinal, as condessas de Burnay e Ficalho queriam disputar terreno às mulheres republicanas que já estavam a trabalhar no terreno desde que começara a conflagração - termo muito usado pela imprensa da época para designar a guerra de 1914-1918.

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