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Um festival nascido da memória, com os pés no presente

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MEMÓRIA. Fundadora do Judaica, Elena Piatok quis mais do que um festival de cinema

JOSÉ CARLOS CARVALHO

É uma mostra de cinema e cultura sobre o judaísmo, com debates, conversas e um colóquio à mistura. Entre 16 de março e 8 de maio, Lisboa, Cascais, Belmonte e Castelo de Vide recebem o Judaica, único evento português com esta temática, que já vai na 4ª edição

O Judaica é um festival de uma pessoa só. Da pessoa que há quatro anos decidiu fazer uma primeira edição como quem experimenta tocar, do zero e de ouvido, um instrumento musical novo. Elena Piatok sabia o que queria, apenas não sabia como chegar lá. E, tomando como fonte de inspiração o Jewish Film Festival de Londres — qual catálogo dos filmes que gostaria de mostrar em Portugal — arrancou com um programa próprio, quase sem financiamento.

Quatro anos depois, o Judaica — Mostra de Cinema e Cultura está em quatro cidades do país. Não tem muito mais dinheiro, mas conhece as estratégias para chamar filmes e realizadores. Angariou a colaboração das embaixadas e das autarquias. E continua a ser, por inteiro, uma escolha da sua fundadora, fruto de visionamentos permanentes ao longo do ano e de muita conversa e conexões com quem produz.

Elena Piatok é mexicana e filha de polacos. A sua história é uma típica história judia, de pais de Varsóvia que, aquando da ocupação alemã, se encontravam na zona do país invadida pelos soviéticos.

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