Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Fim de uma era? Parlamento debate acordo com “fundos abutre”

  • 333

MAIS ENDIVIDAMENTO À VISTA? Três meses depois de Mauricio Macri ter sido eleito Presidente, começam a avolumar-se os problemas da sua Presidência

reuters

Pode ser o ponto final a 15 anos de disputas judiciais, mas também o início de uma nova era de endividamento. Em três meses de mandato, Mauricio Macri está a ser acusado de protagonizar um recuo nas políticas de Direitos Humanos que contrasta com a dos seus antecessores no poder

O Parlamento argentino está hoje a debater uma medida que irá definir o rumo do país nos próximos anos: o princípio de acordo atingido na semana passada com os holdouts — os chamados “fundos abutre” — que poderá pôr um ponto final a 15 anos de disputas judiciais, ininterruptas desde a crise financeira de 2001.

Mauricio Macri, o presidente, terá entre mãos a difícil tarefa de convencer os deputados — entre os quais o seu partido está em minoria — sobre as vantagens deste acordo, pelo qual a Argentina terá de pagar 4,6 mil milhões de dólares à Elliot Management, dirigida por Paul Singer, o mais importante dos credores que se recusaram a aceitar as reestruturações da dívida promovida pelos governos de Néstor e Cristina Kirchner. “É assim: se não chegarmos a acordo com os holdouts, não poderemos percorrer o caminho do desenvolvimento”, disse ontem Macri ao diário argentino “La Nación”, enquanto o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay, afirmava ao site “Infobae” que as alternativas são “um ajuste fiscal tremendo” ou a hiperinflação.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI