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Diálogo em Genebra com arranque turbulento

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ABAIXO BASHAR. Rebeldes sírios protestando contra o regime de Bashar al-Assad numa região que controlam em Jobar, nos arredores de Damasco

BASSAM KABIEH/REUTERS

Cinco anos após o início da guerra civil, começa hoje uma nova ronda de negociações pela paz. Mas as partes não chegam a consenso, sequer, quanto à agenda do diálogo. E o futuro do Presidente Bashar al-Assad é uma das linhas vermelhas para ambos os lados

Começa hoje – cinco anos após o início da guerra civil – mais uma ronda de conversações para tentar devolver a paz à Síria. Realizadas em Genebra, na Suíça, as negociações nascem de parto difícil, com as partes dialogantes a discordar até em relação ao conteúdo das mesmas. A realização de eleições e o futuro do Presidente Bashar al-Assad parecem ser os principais pontos de contenda, mas a agenda definitiva só será decidida durante as próprias negociações.

Em cinco anos a guerra já custou a vida a mais de 270 mil pessoas (há estimativas que se aproximam do meio milhão), tendo obrigado milhões a deslocar-se, não raro para a Europa, que enfrenta a maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial. O cessar-fogo temporário que entrou em vigor a 27 de fevereiro permitiu, ao reduzir os atos de guerra em cerca de 90%, que alguma ajuda chegasse a cerca de 150 mil pessoas, das cerca de um milhão que vivem cercadas. Há, porém, acusações de violação da trégua por todas as fações beligerantes.

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