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Viver e aprender sem ir à escola

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ESTÁ BEM ASSIM? Simone na “escola”, em casa, com a mãe

Luis Barra

No último ano, triplicou o número de famílias - de 199 para 564 - que decidiu assumir a responsabilidade total pela educação dos filhos. Até aqui, a avaliação destas crianças resultava apenas do exame nacional mas, com a abolição da prova no 4º e no 6º anos, ninguém parece saber ao certo o que irá acontecer. Publicamos hoje a reportagem alargada sobre a vida de várias famílias que optaram por ensinar os filhos em casa

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

Texto

Jornalista

Luís Barra

Luís Barra

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Fotojornalista

Simone tem sete anos e, ao contrário de grande parte das crianças com a mesma idade, não vai à escola. São as aulas que vão até ela. Ou melhor, não vão. Aprende livremente, por iniciativa própria. Os seus dias passam entre brincadeiras com o irmão Henrique, de 3 anos. Gosta de escrever e tocar piano. Às vezes, quando a vontade espreita, ajuda a mãe, Lara, nas tarefas domésticas, corta os legumes para salada ou cozinha a bolonhesa para o almoço. Legal e oficialmente, a família segue o ensino doméstico. Na prática, são unschoolers. A desescolarização (uma tradução literal de unschooling) “é o respeito total pela aprendizagem autónoma”.

Os Ferreira moram na zona de Coimbra. Mudaram-se há pouco mais de um ano e fugiram da cidade para o campo. A chegada da família à casa nova coincidiu com a entrada de Simone para o primeiro ano e com a reestruturação da rede escolar, em que as escolas com menos de 21 alunos foram encerradas. Lara não queria que Simone “fosse para uma escola grande, de cento e tal alunos”. Além disso, não estava muito contente “com o que era ensinado” nem com o grande distanciamento entre o que se aprende na escola e o que é realmente a vida.

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