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Maioria dos portugueses defende legalização da eutanásia

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APOIO. Assembleia da República deverá iniciar debate para permitir a morte assistida. Referendo não é consensual

LUÍS BARRA

Estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC revela que 67,4% da população quer ter o direito de antecipar a sua morte

É um resultado expressivo: 67,4% da população portuguesa defende a legalização da eutanásia em Portugal, com apenas 22,1% contra. O estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC agora conhecido revela assim que o suposto tabu dos portugueses em discutirem a morte não se traduz em juízos cinzentos. A conclusão é clara, querem ter o direito de decidir como e quando chega ao fim a sua vida.

A sustentar a ausência de opacidade na convicção em torno do apoio à eutanásia está o facto de serem menos os portugueses que afirmam ser necessário referendar o assunto. Fazer uma consulta ao país sobre a legalização da eutanásia é um passo necessário para 47,8% dos portugueses, ligeiramente mais defendido pelos homens, e desnecessário para 31,4%, com mais mulheres neste grupo.

Os outros, 20,8% da população, ainda não sabem qual é o melhor caminho a percorrer.

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FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 3 a 9 de março de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,1%) — A.M. do Porto (13,6%); Centro (28,7%) — A.M. de Lisboa (27,9%) e Sul (9,7%), num total de 1005 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1222 tentativas de entrevistas e, destas, 217 (17,8%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,7%; masculino — 48,3% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 16,7%; dos 31 aos 59 — 52,4%; com 60 anos ou mais — 30,9%. O erro máximo da amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.