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Toda a verdade sobre o Estado Islâmico

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AMEAÇA Militante com a bandeira negra do Daesh em Raqqa, na Síria, em junho de 2014

REUTERS/STRINGER

Desde 2014, a organização terrorista matou 1200 inocentes em atentados cometidos em vinte países. No autoproclamado califado mora o mesmo número de pessoas que em Portugal: 10 milhões. Um dos seus homens mais influentes, Omar al-Shishani, poderá ter sido abatido

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O iraquiano Abu Anis só percebe que há algo de errado quando ouve o som de explosões junto ao rio Tigre. “Telefonei a alguns amigos e eles disseram-me que havia grupos armados que lhes diziam: ‘Viemos para cá com o objetivo de vos livrar do exército iraquiano, e para vos ajudar’”. No dia seguinte ao telefonema, a 10 de junho de 2014, os invasores tomam conta de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana. E a vida nunca mais foi igual para Abu Anis nem para os restantes dois milhões de habitantes da cidade.

“No início, o comportamento dos soldados era correto. Nos checkpoints eram amistosos e cordiais”, lembra Abu Anis. Porém, a lua-de-mel dura poucas semanas. As mortes e o medo espalham-se depressa pela cidade. Os extremistas islâmicos tomam conta de milhares de armas, tanques e todo o tipo de equipamento sofisticado do exército iraquiano, que fugiu da cidade. E apoderam-se de 500 milhões de dólares depositados no Banco Central de Mossul.

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  • Apesar de toda a tecnologia e de todo o conhecimento científico, que nos provocou, até, uma certa arrogância coletiva, há um aspeto importante da vida com que não sabemos lidar: as convicções. Quando essas convicções são fortes, desumanas, bárbaras e impiedosas, paralisamos. É o que nos está a acontecer com os terroristas da jihad.

  • Matar e Morrer por Alá: Cinco Portugueses no Estado Islâmico (reportagem multimédia premiada na Península Ibérica)

    O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Esta é uma reportagem multimédia do Expresso que venceu o Prémio Cáceres Monteiro 2014 e que acaba de ser premiada com uma medalha de prata (melhor gráfico para especiais) e uma de bronze (melhor cobertura multimédia) nos prémios ÑH12 (distinguem os trabalhos jornalísticos com melhor design da Península Ibérica) e que agora republicamos

  • Como se financia o Estado Islâmico

    A venda de petróleo e gás no mercado negro é a principal fonte de receitas, mas há outras formas de financiamento. A riqueza total do autodenominado Estado Islâmico (ISIS) está estimada em 2000 milhões de dólares