Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Deputado do PSD vai fazer parecer sobre (in)compatibilidade de Maria Luís

  • 333

Luís Barra

Subcomissão de Ética reuniu-se esta terça-feira por causa da contratação da deputada e ex-ministra das Finanças, mas não decide já. Análise do caso vai ser entregue a deputado do PSD, que deverá apresentar relatório na semana que vem. Mas dificilmente será apontada qualquer ilegalidade

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

A subcomissão parlamentar de ética reuniu-se na tarde desta terça-feira, à porta fechada, por causa da contratação de Maria Luís Albuquerque por uma empresa que comprou crédito malparado do Banif quando a atual deputada do PSD era ministra das Finanças. Em causa está toda a polémica que se levantou desde quinta-feira passada, quando a contratação foi tornada pública, tendo sido alvo de duras críticas dos partidos de esquerda e algum mal-estar no PSD e no CDS.

Todos foram unânimes na necessidade da subcomissão se pronunciar sobre este caso. A própria Maria Luís acabou por subscrever, por carta, o mesmo pedido (embora não esteja presente no encontro).

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

  • Parlamento não decide esta terça-feira caso de Maria Luis

    Subcomissão de Ética reúne-se esta terça-feira por causa da contratação da deputada e ex-ministra das Finanças. Análise do caso vai ser entregue a deputado do PSD, que deverá apresentar relatório na semana que vem. Mas dificilmente será apontada qualquer ilegalidade

  • Maria Luís e mais 38 deputados têm rendimentos extra

    De acordo com as informações disponíveis no site da Assembleia da República, 38 dos 230 deputados portugueses declaram outras atividades remuneradas para lá do vencimento de deputado: 21 são do PSD, 11 do PS, cinco do CDS e um do PCP

  • Identificaria, de muitos exemplos de gravidade e relevância variáveis, os três casos mais significativos: Ferreira do Amaral, Jorge Coelho e Pina Moura. Todos eles cumprem quatro critérios: tinham uma carreira quase exclusivamente pública, sem cargos de gestão em empresas privadas do sector que justificassem os convites que receberam; ocuparam cargos executivos e políticos muito relevantes nos governos por onde passaram; a sua intervenção teve efeitos diretos nos negócios das empresas que os vieram a contratar; e o seu rendimento foi exponencialmente inflacionado depois de passarem por um governo. Maria Luís Albuquerque cumpre os três primeiros critérios e deverá vir a cumprir o quarto. Tem, sobre os seus antecessores em descaramento, uma agravante: a do período de nojo que não cumpriu. A viagem do ministério para o privado não demorou treze anos, como a de Ferreira do Amaral, sete, como a de Jorge Coelho, ou três, como a de Pina Moura. Foram apenas cem dias. As informações que detém ainda são todas válidas, os contactos que conseguiu ainda são todos úteis.