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“Consegui o maior orçamento para ajuda humanitária da história da União Europeia. Chega? Não”

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REFÚGIO. Christos Stylianides, comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crises, de visita a um campo de refugiados sírios no Líbano

FOTO ANWAR AMRO/UE

Com o mundo mergulhado na maior crise migratória da história, o alerta terrorista no auge, guerra em vários palcos da Síria à Ucrânia, seca dramática em África, o ébola ainda ativo e até um mosquito que ameaça propagar o vírus zika a nível global, ser comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crises é garantia de muito trabalho. Christos Stylianides, cipriota, 57 anos, antigo cirurgião dentista, esteve em Portugal e explicou ao Expresso como é possível — ou se é possível — apagar todos os fogos

O ano de 2015 foi desafiante, 2016 arrisca-se a ser pior. A Europa consegue dar uma resposta humanitária a todas as situações urgentes — o conflito sírio, a vaga de refugiados, a guerra na Ucrânia, o vírus zika...?
São desafios sem precedentes. As necessidades crescem a uma ritmo excecionalmente rápido e, ao mesmo tempo, os recursos são limitados. Consegui para 2016 quase 1100 mil milhões de euros de orçamento para ajuda humanitária a vítimas de catástrofes naturais ou provocadas pelo homem, o maior da história da UE. E chega? não.

Mas ainda é possível fazer ajustamentos, além de que vários estados membros criaram orçamentos próprios consideráveis e contribuem diretamente para os fundos especiais que criamos de ajuda à Turquia, África e crise síria. Estamos a fazer o máximo com os recursos que temos. A UE continua a ser um dos principais doadores mundiais de ajuda humanitária, e é o que mais apoia a população síria, mas é necessária uma resposta global mais forte. É preciso que outros doadores, incluindo o setor privado, intensifiquem os seus compromissos.

Na Síria, a situação humanitária continua a deteriorar-se. Há relatos de fome, os sistemas de saúde e educação estão destruídos. Como se pode ajudar a população que permanece no país?
Chegar a essas populações necessitadas no interior da Síria é a nossa principal prioridade, como reflete o acordo de Munique que possibilitou o cessar-fogo das potências do conflito para acesso humanitário às zonas sitiadas [e que teve início na passada sexta-feira].

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