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A cruzada antitabagista de Erdogan

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PROIBIÇÃO. Erdogan acha que deve ser proibido fumar, tal como é proibido suicidar-se

UMIT BEKTAS/REUTERS

A transformação que Erdogan impôs à Turquia fez-se em detrimento da democracia e do laicismo. O combate ao tabagismo, último cavalo de batalha do Presidente, não foge à regra

É sabido que Recep Tayyip Erdogan, o todo-poderoso Presidente turco – à frente das rédeas do país há 13 anos – tem uma visão e um programa para a “nova Turquia” – uma sociedade nova, islamo-conservadora e nacionalista, num país forte e respeitado no mundo. Esta “Yeni Turkiye”, crente, saudável, obediente e trabalhadora, seria uma evolução da velha Turquia laica e corrupta, ocidentalizada, decadente e elitista do anterior regime kemalista que colapsou com a chegada ao poder do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP).

A verdade é que na última década Erdogan e os seus acólitos transformaram a face da Turquia – e a sua sociedade, fruto de um longo período de forte crescimento económico, de várias maiorias absolutas, e de um crescente controlo das instituições e dos media – frequentemente a roçar a autocracia. Quer seja através de legislação, regulamentos, através dos currículos escolares ou simplesmente através de pressão social, um largo sector da sociedade é hoje mais abastado, mas também mais conservador.

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