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Este homem diz que os treinadores são parvos. E eles gostam

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NÓMADA. Raymond Verheijen começou a formar treinadores na federação holandesa, em 1998, e hoje dá cursos de futebol em todo o mundo, através da World Football Academy, que o próprio criou

d.r.

Raymond Verheijen não é um nome reconhecido pelos adeptos, mas este treinador holandês especialista na formação de outros treinadores esteve em todos os Mundiais e Europeus desde 2000, com a Holanda, com a Coreia do Sul, com a Rússia e com a Argentina. Esta semana esteve em Portugal a dar um curso e falou com o Expresso

Está na hora.” Raymond Verheijen estava à conversa com o Expresso na meia hora de almoço do curso que lecionou segunda-feira, no Caixa Futebol Campus, no Seixal, quando se levantou subitamente da mesa, sem olhar para trás. Eram 14h59 e a aula recomeçava às 15h. Um formador mais relaxado provavelmente chegaria atrasado alguns minutos, enquanto terminava a conversa de forma menos brusca. Verheijen não.

A razão é simples: porque, tal como explicou logo no início do curso, nunca faz o contrário daquilo que pede aos outros - seja aos treinadores/alunos, seja aos jogadores de um clube ou seleção.

No balneário (ou na sala de aula) de Verheijen, há um conjunto de regras a servir de referência para todos (como chegar a horas) e a comunicação, a partir daí, é sempre clara e simples. “Estou aqui para melhorar a vossa formação e não para ser vosso amigo”, explica. Depois, começa a embaraçá-los.

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