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Investigação a ex-procurador suspeito de favorecer vice de Angola teve origem em denúncia anónima

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d.r.

O ex-procurador Orlando Figueira tinha uma conta num banco angolano. Depósitos suspeitos acabaram por levar à abertura de um inquérito-crime e à sua detenção, por indícios de corrupção relacionados com uma investigação ao vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, que o ex-procurador acabou por arquivar

A Operação Fizz, como foi batizado o inquérito-crime que levou à detenção esta terça-feira de um ex-procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), teve origem numa denúncia anónima enviada para o Ministério Público. De acordo com essa denúncia, Orlando Figueira, cuja saída do DCIAP, em 2012, esteve envolta em polémica, tinha alegadamente aberto uma conta na filial de um banco angolano em Lisboa através do qual recebeu muitas dezenas de milhares de euros precisamente na altura em que decidiu ir trabalhar para o sector privado, deixando a meio investigações que tinha em curso relacionadas com algumas figuras de Angola.

Mais precisamente: terá recebido duas transferências bancárias, no total de 200 mil euros, através de uma empresa controlada pela Sonangol. O CEO da petrolífera angolana era Manuel Vicente e o dinheiro caiu na conta no mesmo dia em que Orlando Figueira arquivou um processo em que o vice-presidente de Angola era suspeito de branqueamento de capitais.

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