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Fantasia num filme de terror

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VIOLÊNCIA Local de um duplo atentado suicida, na cidade de Homs, no domingo. A maioria dos 46 mortos correspondia a civis

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Entra em vigor no próximo sábado, mas deixa de fora o Daesh e outros grupos jiadistas. A oposição teme que o cessar-fogo negociado por EUA e Rússia beneficie, acima de tudo, Bashar al-Assad

Margarida Mota

Jornalista

Estados Unidos e Rússia anunciaram uma trégua para a guerra na Síria, prevista para entrar em vigor à meia-noite de sábado (horário de Damasco, menos duas horas em Lisboa). As partes em confronto têm até ao meio dia de sexta-feira para comunicar a sua adesão ao cessar-fogo.

Esta seria uma boa notícia — sobre um conflito que, em março, dobrará o seu quinto ano de duração, onde já perderam a vida mais de 250 mil pessoas e que se tornou a maior fonte de refugiados da atualidade — não fossem as dúvidas que se acumulam sobre a viabilidade da trégua.

Anunciada na segunda-feira, através de um comunicado conjunto de Rússia e Estados Unidos, que, neste conflito, estão em lados opostos da barricada — Moscovo apoia Bashar al-Assad, juntamente com o Irão e o libanês Hezbollah, ambos xiitas; Washington está do lado da oposição, tal como Arábia Saudita e Turquia, ambos sunitas —, a trégua prevê o fim da troca de fogo entre as forças leais ao Presidente Assad e grupos da oposição.

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