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Um Orçamento entre a oposição de direita e o fogo amigo da esquerda

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Marcos Borga

“Este é o meu OE”, assumiu António Costa perante o arraso da direita e as críticas pontuais da esquerda. “Este não é o nosso Orçamento”, advertiram PCP e BE, apesar do voto a favor. “Este OE é só o primeiro passo”, respondeu Costa entre dois fogos

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O debate do Orçamento do Estado, que arrancou esta segunda-feira na Assembleia da República, parecia, a certa altura, o velho fadinho de Hermínia Silva: “Rosa enjeitada, sem mãe, sem pão, sem ter nada”. O documento foi desfeito à direita, o documento foi criticado, embora mais suavemente, à esquerda – e foi, até, reconhecido como insatisfatório pelo seu principal responsável, o primeiro-ministro, António Costa.

“Este é o seu Orçamento, do BE, do PCP e do PEV”, resumiu Nuno Magalhães, do CDS; “esta é a vossa oportunidade”, disparou Luís Montenegro, ao abrir as hostilidades do debate em nome do PSD. “Este não é o nosso Orçamento”, avisou Catarina Martins, do BE; “este não é o nosso Orçamento”, repetiu, ipsis verbis, Jerónimo de Sousa, do PCP.

“Este é o meu Orçamento”, acabou por assumir António Costa, quando o documento corria riscos de irremediável orfandade.

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