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"Este trabalho tem um objetivo. Acredito que possa fazer mudar as coisas no Senegal"

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MÁRIO CRUZ. Esta é uma das quatro fotos do trabalho do português que agora foi premiado. Em baixo nesta página pode ler o testemunho do autor sobre cada uma das imagens

d.r.

Em maio de 2015, Mário Cruz, repórter fotográfico da agência Lusa, tirou uma licença sem vencimento e partiu para uma viagem para o Senegal e Guiné-Bissau. Na bagagem transportava a máquina fotográfica, alguns contactos e, sobretudo, uma persistência notável. O objetivo era encontrar as crianças feitas escravas pelos falsos professores das escolas corânicas e denunciar. O trabalho que resultou de um mês e meio a fotografar o que nenhuma ONG tinha conseguido demonstrar, surpreendeu o mundo das publicações, quando o apresentou pela primeira vez em Perpignan, no festival Visa pour l'Image, Entretanto nada aconteceu, até o trabalho ser publicado na revista Newsweek, dois dias antes de receber a notícia que tinha sido premiado pela World Press Photo

Mário Cruz, fotógrafo português, há dez anos a trabalhar na agência Lusa, recebeu o primeiro prémio de Temas Contemporâneos da World Press Photo, o mais importante concurso de fotojornalismo do mundo, com o trabalho Talibés, Modern-Day Slaves, que relata o flagelo dos meninos escravos nas escolas islâmicas, as daara, no Senegal.

Na entrevista que se segue conta como conseguiu penetrar neste mundo e apresenta um portefólio de algumas das fotografias premiadas, onde relata as histórias das imagens.

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