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Síria atiça nova Guerra Fria

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GUERRA. As manobras militares são cada vez mais vistas como atos de provocação

SHAMIL ZHUMATOV/REUTERS

Vinte e sete anos depois da queda do Muro de Berlim, a tensão entre a Rússia e o Ocidente volta às primeiras páginas dos jornais, agora a propósito do conflito na Síria. Estará o mundo próximo de um terceiro conflito mundial, espectro sobre o qual começam a surgir alertas?

Quando o mundo parecia habituado a que Rússia e Estados Unidos e, por arrasto, o Ocidente, “concordassem em discordar”, a expressão Guerra Fria regressa ao discurso oficial. Com o agravamento do conflito na Síria, a troca de acusações sobe de tom. A crise dos refugiados e o recrudescimento da violência na Ucrânia, dois anos depois da anexação por Moscovo da península da Crimeia, ajudam a “envenenar” ainda mais as relações entre a Rússia e o Ocidente. Assuntos que foram discutidos este fim de semana em Munique numa espécie de diálogo de surdos entre as diplomacias russa e ocidentais.

“Entrámos numa nova Guerra Fria” foi a fórmula escolhida pelo primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, no encerramento da conferência de Segurança de Munique, no sábado, para descrever o atual clima de relacionamento. Medvedev acusou a Nato de ser “hostil e fechada” em relação a Moscovo, não deixando porém de apelar ao diálogo com o Ocidente.

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