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Demissão da líder do PP em Madrid pressiona Mariano Rajoy

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RENÚNCIA. Esperanza Aguirre, uma das figuras mais fortes do PP, cai pela corrupção que permitiu, embora não seja pessoalmente suspeita

LUCA PIERGIOVANNI/EPA

Esperanza Aguirre admite a sua responsabilidade política nos casos de corrupção que envolvem o partido na região da capital

Causou insólita unanimidade mediática a inesperada demissão de Esperanza Aguirre (64 anos), uma das figuras mais conhecidas da vida política espanhola. Líder do Partido Popular (PP, centro-direita) na região de Madrid – a federação mais poderosa da força política que governa Espanha –, presidiu ao Executivo regional entre 2003 e 2012.

A coincidência na análise dos motivos desta renúncia e das suas consequências a curto e médio prazo centram-se na mensagem que Aguirre enviou, com a sua decisão, ao líder nacional do PP e atual primeiro-ministro em gestão, Mariano Rajoy. Este tem sido criticado pela inércia no combate aos crescentes episódios de corrupção que afetam o PP e que as autoridades judiciais estão a investigar. “A corrupção está a matar-nos a todos”, disse Aguirre, que convocou os jornalistas este domingo, dia habitualmente livre de grandes acontecimentos políticos.

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