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Seis portugueses por dia decidem como será a sua morte

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MORTE. Mais de dois mil portugueses já registaram declarações sobre os cuidados que aceitam receber no fim de vida

rui duarte Silva

Um número crescente de cidadãos está a depositar no Registo Nacional do Testamento Vital a lista de cuidados de saúde que aceita receber quando estiver incapaz de comunicar a sua vontade

Tem sido aos poucos que mais e mais portugueses escolhem os cuidados de saúde que permitem que lhes sejam prestados quando estiverem incapazes de expressarem a sua vontade de forma consciente e autónoma, seja após um acidente ou na fase terminal das suas vidas. Atualmente, 2142 declarações antecipadas de vontade estão depositadas no Registo Nacional do Testamento Vital.

As mulheres são, por agora, mais participativas do que os homens. Pertencem a subscritoras do sexo feminino 1337 testamentos vitais e só 805 são masculinos. Em ambos verifica-se que o pensamento estruturado sobre a assistência clínica, especialmente no fim de vida, é mais evidente a partir dos 65 anos. Das 1337 declarações femininas, 720 são neste grupo etário e 485 entre os homens.

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  • Direito a morrer com dignidade

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  • Eutanásia, morte assistida, distanásia: de que é que estamos a falar?

    A legalização da morte assistida entrou em fase de discussão na opinião pública muito antes de chegar ao Parlamento, onde o Bloco de Esquerda quer apresentar, durante esta legislatura, uma proposta de lei nesse sentido. Depois da publicação do manifesto “Direito a Morrer com dignidade”, no passado sábado, é tempo de perceber os conceitos que provocam posições tão extremadas entre a aceitação absoluta e a recusa inabalável