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Quinta-feira negra. Sobressalto nos juros portugueses. Bolsas europeias afundam-se

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DE OLHO NOS JUROS. O aumento dos juros ameaça complicar a vida ao ministro das Finanças, Mário Centeno

LUÍS BARRA

Juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos subiram acima de 4,5%. Prémio de risco ultrapassou o limiar dos 4 pontos percentuais, o que já não se registava desde outubro de 2013. Bolsas de quatro países periféricos da Zona Euro lideraram quedas

A dívida dos países periféricos da Zona Euro esteve esta quinta-feira sob ataque no mercado secundário, mas Portugal destacou-se, com os juros das Obrigações do Tesouro (OT) no prazo de referência a 10 anos a subirem acima de 4,5% pelas 12h15 e o prémio de risco a galgar a barreira dos 400 pontos base, o equivalente a um diferencial de 4 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã.

Um nível de prémio de risco tão elevado não se registava desde outubro de 2013. Na sessão da tarde, a trajetória inverteu-se, e os juros e o prémio de risco desceram dos picos da manhã.

Ainda que o stresse inclua os quatro países periféricos do Euro - Espanha, Grécia, Itália e Portugal -, o disparo de juros e do prémio de risco centrou-se na dívida obrigacionista portuguesa.

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