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Tabaqueiras “oferecem” €200 milhões a Mário Centeno

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luís barra

Défice de 2015 podia ter ficado nos 3% do PIB, se o novo Orçamento tivesse entrado em vigor em 1 de janeiro deste ano

O ministro das Finanças encaixou mais €200 milhões de receitas em imposto sobre o tabaco pelo simples facto do Orçamento do Estado (OE) para 2016 estar atrasado e não entrar em vigor, como é tradição, logo a partir do dia 1 de janeiro.

A explicação é simples. Para contornar os constantes aumentos sobre cigarros e restantes tabacos de fumar, é prática das tabaqueiras retirar dos armazéns grandes quantidades de tabaco no final de cada ano (desalfandegar). É a forma de pagar menos imposto porque a taxa costuma-se agravar mal um novo OE entra em vigor no primeiro dia do ano.

Mas desta vez foi diferente.

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  • Guia para saber o que vai entrar, sair e talvez ficar quietinho na sua carteira

    Os escalões de IRS vão mudar, a sobretaxa terá alívio ligeiro nalguns casos e alívio nenhum noutros, o tabaco encarece e os combustíveis também; o imposto automóvel aumenta, tal como o IMI para alguns sectores; haverá cortes nos subsídios para quem comprar carro elétrico, as refeições take away e nos restaurantes vão ter alívio do IVA, mas o álcool não. O imposto de selo sofre agravamentos, tal como os impostos da cerveja e das bebidas espirituosas. Este é um guia para enfrentar o que aí vem e desvendar o que vai pagar a mais e a menos - e para averiguar quais as possibilidades de deixar alguns euros quietinhos a pensar na poupança