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“Missão principal é corrigir o défice”

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Reuters

O vice-presidente da Comissão Europeia para o Euro, Valdis Dombrovkis, em entrevista para o Expresso e a SIC, diz que cada governo é que tem de decidir a combinação de políticas, mas alerta que os países têm de olhar para folga orçamental antes de fazer despesa

Que os Estados-membros não podem gastar o que querem é cada vez mais claro. A memória da crise económica é recente e enquanto houver contas por endireitar, Bruxelas vai continuar a carregar na tecla da responsabilidade pelas finanças públicas. Os que já se afastaram da linha vermelha do défice excessivo (3% do PIB) e têm folga orçamental partem em vantagem para investir e podem fazê-lo. No entanto, os que ainda estão acima desse valor ou têm níveis de dívida pública muito elevada têm primeiro de dar resposta a estes problemas. O vice-presidente da Comissão Europeia para o euro lembra ainda que “os altos níveis de dívida pública são um entrave ao crescimento”.

Os países com um défice excessivo não podem ter uma política expansionista?
Isto é claro que tem de ser tido em consideração, porque é um fator de risco em si mesmo. Isso afeta negativamente as notações de crédito dos países e afeta negativamente a capacidade de atraírem investimento. Desse ponto de vista não se pode ter desenvolvimento económico sustentável sem finanças públicas sustentáveis.

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