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Xô zika, chega pra lá!

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TURISMO. As autoridades turísticas brasileiras garantem que o Carnaval deste ano é marcado pelo crescimento, com hotéis cheios e sem sombra dos efeitos da epidemia do vírus zika

PILAR OLIVARES/REUTERS

O espetáculo não pode parar e não para. O Carnaval brasileiro é tão mais forte quanto pior for a situação económica e social do país. Até agora, o mosquito não conseguiu travar a euforia

O mosquito em lugar de voar, samba. Em lugar de picar, beija. Mas não qualquer um, afinal, anda por lá um vírus que desaconselha maiores intimidades. Foi assim, ao ritmo da ironia, que os brasileiros abraçaram o Carnaval deste ano. A economia não melhora, a política não orgulha e o vírus zika, considerado uma situação de emergência de saúde pública internacional pela Organização Mundial de Saúde, não chega para matar uma sede de alegria de dimensões continentais.

Ontem, milhares de pessoas acompanharam o desfile na Marquês de Sapucaí, o palco das escolas de samba cariocas, outros tantos milhares de foliões a cantar e dançar em honra de Momo. Vinham com a promessa de contenção, adequada ao Carnaval da crise. Mas as escolas de samba surgiram apoteóticas, fruto de patrocínios de última hora e de um reforço de verbas da Prefeitura (Câmara Municipal) do Rio de Janeiro. Ali o zika não pagou ingresso e, se desfilou, foi incógnito.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou ao “Jornal do Brasil” que “ a crise económica não afetou em nada o Carnaval, que está a ser um sucesso, com hotéis lotados e os turistas a chegarem na mesma proporção de anos anteriores”. Sobre o zika, nem falou.

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