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Passos na pele de moderado contra o “radicalismo” de Costa

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josé caria

A conjuntura veio dar uma ajuda a uma recandidatura sem história. Passos vai ser reeleito líder do PSD, sem oposição assumida. Mas o Governo de esquerda deu-lhe o mote para a renovação possível - ele, o social-democrata moderado, contra Costa, o socialista “radical”

Se não fosse a conjuntura, o anúncio formal da recandidatura de Pedro Passos Coelho a líder do PSD, marcado para amanhã em Lisboa, corria o risco de passar despercebido. Passos corre sozinho, não tem oposição assumida e deverá sair das diretas de março com uma votação à albanesa. Mas a forma como foi apeado do poder depois de ganhar as legislativas de outubro, somada ao posicionamento político do Governo socialista, fizeram o favor de lhe insuflar de sentido o tiro de partida para um novo mandato: Passos Coelho propõe-se ser o referencial social-democrata e moderado em contraponto ao PS “radical”.

Eis o novo contexto: se sob a batuta de José Sócrates o Partido Socialista era acusado pelo PSD de ter caído numa espiral de descontrolo nas contas públicas em nome dos irracionais desígnios de um líder em negação, agora, sob a batuta de António Costa, Passos acusa o PS de ter entrado numa “deriva esquerdista e radical” que ameaça reconduzir o país a situações de risco financeiro.

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