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Esgotos, indústria e construção ameaçam 80% das zonas húmidas

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SAPAL. O Estuário do Sado é uma das zonas sob pressão

NUNO BOTELHO

A ocupação urbana e industrial, a poluição direta e difusa e a sobre-exploração de recursos estão entre as principais causas da degradação de sapais, turfeiras, lagoas e estuários. Nesta terça-feira em que se celebra o dia Mundial das Zonas Húmidas, os ambientalistas lembram que mais de 80% destes habitats estão degradados. O Expresso foi visitar o Estuário do Sado, uma das zonas sob forte pressão humana

Carla Tomás

Carla Tomás

Texto

Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

Fotos

Fotojornalista

No sapal, junto à localidade de Praias do Sado, em Setúbal, o entulho é usado para formar caminhos. As salinas estão abandonadas há anos e as “piscinas” ou “barrinhas” do sapal funcionam como viveiros naturais de camarinhas, como é conhecido o camarão pequeno que aqui se apanha.

As casas próximas que ali cresceram anarquicamente desde a década de 70 do século XX, continuam a lançar águas residuais para o sapal. “Ninguém resolve isto e o esgoto continua a vir para a praia”, acusa Carlos Alberto, um dos apanhadores de camarinha que aqui ganha o sustento.

“Sabemos que há situações complicadas do ponto de vista do saneamento urbano, mas a autarquia quer resolver a situação”, afirma ao Expresso Maria de Jesus Fernandes, coordenadora do Departamento de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que tutela a Reserva Natural do Estuário do Sado. Quanto ao entulho e outros resíduos ali despejados “são um problema e dificilmente se identifica a origem”, admite.

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