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“O pianista é um intermediário”

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Parou de tocar durante um ano para redigir uma tese. Logo ele, que não tem memórias de infância sem que a música esteja lá. Miguel Borges Coelho tornou-se pianista cedo e construiu à sua volta um repertório onde o século XX tem um lugar especial. E é com estas obras de sempre que agora regressa aos palcos. O recital é no CCB, este domingo, às 17h

FOTO D.R.

Miguel Borges Coelho não sabe quando tudo começou: a música sempre foi uma presença tão constante como a do pai, o maestro José Luís Borges Coelho. Respirava-se em casa. Por isso, quando, aos seis anos, quis aprender a tocar piano, ninguém se admirou. Aos 13 percebeu que era a sério e aos 17 a vontade de dominar o instrumento irrompeu pela sua vida dentro, o que até hoje — e tem 44 anos — se mantém inalterado. Um dia sem tocar é um dia em que deveria estar a tocar.

É portanto natural que após um ano de paragem para escrever a tese de doutoramento o regresso seja um exercício de memória — um retorno ao lugar onde se cresceu. Há uma data para tudo, até para voltar. E essa data é este domingo, no CCB, às 17h.

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