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“Não há jogos inocentes a dinheiro”

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SUCESSO. Lançado pela Santa Casa em setembro, o Placard permite fazer apostas diárias em jogos de futebol, ténis ou basquetebol. Já é um sucesso de vendas, com quase meio milhão de apostadores e 65 milhões de euros de receitas

d.r.

Especialista em vício do jogo lembra que 3% a 4% dos adolescentes que fazem apostas de forma regular vão ficar dependentes. A Santa Casa responsabiliza os pais pelas apostas desportivas no Placard

Não dá milhões, mas está a conquistar muitos adolescentes portugueses, convencidos de que podem ganhar dinheiro fácil com um palpite certeiro numa partida de futebol. À revelia da lei, apostam no Placard, o último jogo lançado pela Santa Casa e que já é um sucesso de vendas, com quase meio milhão de apostadores. Pedem o número de contribuinte aos pais ou a um amigo com mais de 18 anos para poderem jogar. Parece uma brincadeira barata e inofensiva. Mas pode não ser.

“Não há jogos inocentes a dinheiro”, garante ao Expresso o psicólogo especialista em jogo patológico Pedro Hubert, que frisa que quanto mais cedo se começa a jogar, maior é a probabilidade de desenvolver um problema de dependência. Estudos internacionais indicam mesmo que 3% a 4% dos adolescentes que fazem apostas de forma regular vão ficar viciados.

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