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Ainda conseguimos baixar mais o preço do petróleo? “Yes, we can!”

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reuters

Mesmo com o crude em mínimos de 12 anos, a Agência Internacional de Energia admite que a matéria-prima pode continuar a desvalorizar. Um movimento histórico que dá um nó na cabeça dos gestores das companhias petrolíferas, mas que chega ao consumidor final com maior suavidade. Até quando?

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Lembra-se do que andava a fazer em 2003? E o que acontecia então em Portugal? Num país em que o salário mínimo rondava os 350 euros por mês, a gasolina ultrapassava pela primeira vez a barreira de um euro por litro, enquanto o gasóleo era vendido a cerca de 70 cêntimos. Nesse distante ano de 2003, a taxa de desemprego em Portugal estava na casa dos 6%. Pois é preciso recuar justamente até 2003 para encontrar a última vez que o petróleo era negociado a menos de 30 dólares por barril. A história voltou a acontecer: o crude é hoje transacionado a pouco mais de 29 dólares. E a Agência Internacional de Energia (AIE) acredita que o ouro negro ainda pode cair.

No seu mais recente boletim mensal sobre o mercado petrolífero, publicado esta terça-feira, a AIE lançou a sugestiva interrogação “Ainda pode descer mais?”. A réplica é dada pela própria agência, de forma categórica: “A resposta à nossa questão é um enfático sim. Pode descer mais”. A razão para esta convicção da AIE é o desequilíbrio entre a oferta e a procura no mercado global. A verdade é que o mundo continua a produzir mais petróleo do que aquele que é consumido. E há dados recentes que vêm pressionar ainda mais a cotação desta matéria-prima.

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