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O imbróglio do BPI em Angola

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CRISE Isabel dos Santos volta a surpreender e apresenta um plano B à proposta da gestão liderada Fernando Ulrich. Relações entre a investidora angolana e a gestão do BPI estão tensas

FOTO RUI DUARTE SILVA

Isabel dos Santos volta a encostar Ulrich contra a parede e obriga a gestão do BPI a colocar a sua proposta de compra de 10% do Banco de Fomento Angola (BFA) em cima da mesa. Projeto de cisão das operações do BPI em África em causa. Mercado reage positivamente à alternativa da empresária angola

O BPI tem de arranjar uma solução para o mercado africano e sobretudo para o angolano, onde tem uma posição maioritária de 50,1% no Banco de Fomento Angola (BFA). E não está fácil. A angolana Isabel dos Santos, segunda maior acionista do BPI, opõe-se à solução de cisão proposta pela gestão de Fernando Ulrich, e avançou ontem com um plano B, a compra de 10% do BFA, por 140 milhões de euros.

Não é de agora o desacordo. Administração do BPI já sabia desde há semanas que Isabel dos Santos era contra, e a Unitel, empresa angolana que detém mais de 44% do Banco de Fomento Angola, já tinha feito saber em outubro que não daria consentimento à transmissão por cisão da participação do Banco BPI no BFA. Ontem a Unitel, empresa onde Isabel dos Santos detém 25% do capital, foi dura com a administração do BPI. As relações já estavam tensas e terão ficado mais. A Unitel disse que era contra a proposta de cisão dos ativos africanos do BPI de forma “final e definitiva”. O caldo está entornado.

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