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As estratégias vencedoras das campanhas. O que evoluiu desde 1976

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MULTIDÕES. Em 1976 as arruadas contavam com a participação de milhares de pessoas

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Há 40 anos, os debates televisivos assumiam-se como verdadeiros duelos, alguns comícios eram violentos e os candidatos andavam de megafone na mão, arrastando multidões nas ruas. Não havia telemóveis, nem internet. Hoje em dia existe uma panóplia de meios disponíveis, como as redes sociais. Mas o objetivo é o mesmo: a caça ao voto. O que mudou e o que se mantém nas estratégias de comunicação dos candidatos? O Expresso foi falar com responsáveis das campanhas vencedoras

Évora, 18 de junho de 1976. Faltavam nove dias para as eleições Presidenciais. Era um verão quente. Ramalho Eanes marcou presença nesse dia num comício na cidade alentejana, onde já antecipava uma forte oposição. Não se enganou. À saída, grupos de simpatizantes do candidato de esquerda Otelo Saraiva de Carvalho aguardavam em frente à Praça de Touros para contestarem o general - que era apoiado pelo PS, PPD e CDS. Ignorando as vaias de populares, Ramalho Eanes colocou-se de pé, em cima do carro em que seguia, acenando aos seus apoiantes. Nessa altura foram atiradas pedras e disparados tiros. Os distúrbios e a resposta policial resultaram num morto.

Como se responde a episódios destes durante a campanha? “Com a calma e a ponderação possíveis”, responde Joaquim Letria que foi responsável pela comunicação da campanha do general no segundo mandato e posteriormente porta-voz de Ramalho Eanes, em Belém.

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