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Governo quer manter Coleção Berardo

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RENEGOCIAÇÃO. “Claro que estou disponível para negociar a permanência da coleção em Portugal. Esse sempre foi o meu desígnio”, diz Joe Berardo

tiago miranda

Sem 316 milhões de euros para adquirir o acervo do madeirense, o ministro da Cultura, João Soares, pretende arranjar uma solução para que a coleção não saia do país. Soares e Berardo já se reuniram, mas num “encontro de cortesia”

A fase é de “apalpamento do terreno”, diz fonte oficial do Ministério da Cultura (MC). Mas a intenção é clara: “manter a Coleção Berardo em Portugal” . Di-lo o ministro da Cultura, João Soares, e escreve-se no Programa do Governo de António Costa. Em cima da mesa, teoricamente, há três hipóteses para que isso aconteça: ou o Estado compra o acervo, pelo preço fixado há dez anos por uma avaliação da leiloeira Christie's, 316 milhões de euros; ou renova o protocolo assinado entre o Estado português e o comendador Joe Berardo; ou parte para nova ronda de negociações com o empresário.

Dinheiro não há. “Pelo menos afeto ao MC.” Por isso, em cima da mesa só estão as duas outras alternativas. João Soares já “pediu um leque de apreciações com vista a constituir um conjunto de soluções possíveis”, confirma ao Expresso a mesma fonte do ministério. O objetivo é que, “quando chegar o momento de discutir a continuidade da coleção em Portugal”, se poder “explorar a viabilidade de cada uma dessas soluções”.

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