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Como conseguiu um medicamento português agitar o mundo... pelas piores razões?

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POLÉMICA. Fármaco da Bial estava a ser testado no laboratório francês Biotrial

THOMAS BREGARDIS/EPA

Uma molécula que a Bial está a desenvolver há mais de cinco anos foi testada em França, mas o ensaio clínico deixou uma pessoa em morte cerebral. Um caso raro na indústria farmacêutica mundial, que a ministra francesa da Saúde disse ser inédito no seu país. E agora, Bial?

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

É um dos escândalos mais graves dos últimos anos na indústria farmacêutica global. E envolve uma empresa portuguesa, a Bial, que em julho de 2015 iniciou em França um conjunto de ensaios clínicos para testar em seres humanos uma molécula que poderia vir a funcionar como analgésico para doenças neurológicas e psiquiátricas. Cinco participantes nos ensaios clínicos ficaram internados em estado grave, estando um deles em morte cerebral.

Em causa está a fase 1 de ensaios clínicos da molécula "BIA 10-2474", que nos laboratórios da Bial entrou em 2010 na fase pré-clínica, ou seja, uma etapa de desenvolvimento que não contemplava ainda testes em pessoas. Somente em 2015 a farmacêutica portuguesa lançou este produto nos ensaios clínicos, um estágio composto por três fases de testes em seres humanos. Só após essas fases, se ficar demonstrada a eficácia de uma terapia, é que as companhias podem avançar para o registo do seu medicamento e, posteriormente, para a comercialização.

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