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A história da única segunda volta numas Presidenciais (até hoje)

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DUELO. Mário Soares ganharia a 2ª volta das eleições de 1986 com 51% dos votos, à frente dos 49% de Freitas do Amaral. Este momento na Marinha Grande é considerado o da viragem na campanha

RUI OCHÔA

Há precisamente 30 anos foi necessária uma segunda volta para eleger o mais alto representante do Estado. Era tudo novo e ninguém sabia o que de lá vinha. Até hoje foi a única vez que aconteceu. O vencedor improvável acabou por provar que as probabilidades não passam de hipóteses. Mas se Mário Soares bateu Freitas do Amaral, deve-o, em grande parte, ao PCP. Os comunistas, que não nutriam simpatia por nenhum dos candidatos, optaram por votar no “menor de dois males”

Corriam os primeiros dias de 1986 quando, à semelhança do que acontece este ano, os portugueses se preparavam para ir às urnas e escolher o novo Presidente da República. A 26 de janeiro votou-se. Pela única vez na história de Portugal, foi preciso uma segunda volta para decidir quem seria o chefe do Estado. A 16 de fevereiro votou-se uma vez mais. No final, saiu vencedor Mário Soares. Mas o que aconteceu naqueles 21 dias entre o primeiro e o segundo sufrágio? Como se pedalou naquele “sprint final”?

A 26 de janeiro, a noite eleitoral começou com quatro candidatos na corrida ao Palácio de Belém: Francisco Salgado Zenha (apoiado pelo PRD, mas também pelo PCP, após a desistência de Ângelo Veloso), Maria de Lourdes Pintasilgo (católica e independente), Diogo Freitas do Amaral (o único candidato à direita, com o apoio de PSD e CDS) e Mário Soares (acabado de sair do Governo e apoiado pelo PS).

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