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A revolução de jasmim no Conservatório

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ESTILO Alunos como Ruika e Motoya estão a imprimir uma nova atitude de trabalho na Escola de Dança do Conservatório Nacional

Luis Barra

Não se atrasam. Não faltam. Não contestam. Dançam. Suam a malha. Esticam os músculos e procuram o futuro como bailarinos. Na Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa, há cada vez mais estrangeiros. E os 17 alunos asiáticos não estão aqui para brincadeiras

O sorriso é certo. A delicadeza na resposta também. Ruika Yokoyama está em Portugal há três anos. Em dezembro, subiu ao palco do Centro Cultural de Belém como a Fada Açucarada do “Quebra Nozes”, no espetáculo de fim de ano da Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN). Desassossegada, por dentro era só nervos. Mas, na plateia, quem a viu dançar, só teve direito ao sorriso certo. Entre as voltas e os equilíbrios característicos da coreografia clássica, Ruika, 18 anos, cumpria a sua missão à risca: dançar, o mais perto possível da perfeição. Ao seu lado, a estender-lhe a mão, o “príncipe” Motoya Fukushima. Seguro, amparava-lhe os movimentos, impulsionava-lhe os saltos. Juntos, dividiam ansiedades em silêncio.

A partilha é maior, contudo, e vem mais de trás. Japoneses, ambos têm um domínio limitado do inglês e ainda menor do português. Têm saudades da comida japonesa. E conjugam à perfeição a palavra empenho. Ruika e Motoya são dois dos 17 alunos asiáticos que diariamente procuram na EDCN uma porta para o futuro como bailarinos profissionais. Pela quantidade de alunos orientais presentes em simultâneo no palco do CCB naquela noite, não há espaço para dúvidas: um processo revolucionário com perfume a jasmim está em curso no conservatório.

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