Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

A loucura de Hunter S. Thompson... vista pelo seu filho “normal”

  • 333

CANNES. Hunter S. Thompon fotografado no Festival de Cannes, em 1998, a atirar pipocas ao ator Benicio Del Toro

reuters

O fundador do “jornalismo Gonzo, personagem central da contracultura americana nos anos 60 e 70, não teve herdeiros biológicos do seu delírio

Luís M. Faria

Jornalista

Quando se é criado com um pai que acorda entre o meio e o fim da tarde, snifa uma linha de cocaína e bebe whisky, vê o noticiário das seis e meia, e só horas mais tarde, após atividades diversas - incluindo, provavelmente, umas quantas rondas de tiro ao alvo com armas a sério - começa por fim a trabalhar, qual é o resultado? Como há de sair a criança?

Se acrescentarmos que o pai em questão é um autor célebre, uma grande figura da contracultura norte-americana, criador de um género jornalístico (“Gonzo journalism”) em que o narrador é pelo menos tão importante como a história que alegadamente está a escrever – uma história cujos factos são exagerados com fins satíricos e as situações muitas vezes provocadas pelo jornalista que as descreve, o qual acaba por se tornar, queira ou não, uma caricatura de si próprio – teremos o background da situação que Juan F. Thompson recorda no seu livro agora publicado, "Stories I Tell Myself" (Histórias que Conto a Mim Próprio).

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI