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“Os jovens do Daesh não são muito diferentes dos recrutas da Legião Estrangeira”

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PROPAGANDA. Um combatente do autoproclamado Estado Islâmico agita uma bandeira em Mossul, em 2014 FOTO REUTERS

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António Dias Farinha, provavelmente o académico português mais conhecedor da História e Cultura dos países muçulmanos, dirige o Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Lisboa

Frederico Carvalho

Aos 75 anos, já jubilado mas não retirado, António Dias Farinha está atento às mais recentes notícias das regiões vindas do mundo árabe e muçulmano, sobretudo das zonas que visitou e estudou ao longo de décadas. Connosco partilha reflexões, inquietações e aquela chama de esperança que uma visão histórica, de longo prazo, mantém acesa.

Qual foi a sua primeira viagem ao mundo muçulmano?
Em 1959 fui a Marrocos com um grupo de alunos da Faculdade de Letras de Lisboa. Percorremos as cidades onde os portugueses estiveram: Tânger, Ceuta, Mazagão, Safim… Marrocos ainda estava sob a impressão funda do regime de protetorado francês, mas mantinha as características da vida propriamente marroquina. A cisterna portuguesa de Mazagão, que os franceses desentulharam, é uma maravilha, como são duas cisternas em Ormuz ou a de S. Julião da Barra, perto de Lisboa.

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