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O mestre está de parabéns

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ATELIÊ. Júlio Pomar continua a viver a pintura e arte em primeiro lugar

ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

Fez ontem 90 anos, tem quase sete décadas de trabalho artístico no currículo. É um dos mestres portugueses da pintura do século XX. E pinta, desenha, ensaia, escreve. Todos os dias

A tentar pôr a claro aquilo que me visitou por falhadas vezes ou de repente surgiu. Tanto me faz". A frase é um excerto do poema "Assim Trabalho Eu", de Júlio Pomar. E serve como uma luva ainda hoje ao seu dia a dia, à sua fórmula de inscrever na dela imagens fortes, rostos suaves ou carregados, paisagens de confronto, lugares outros, pensamentos, emoções. A vida escrita em pintura.

Visitámo-lo na semana passada. Faltavam quatro dias para completar 90 anos, a 10 de dezembro, ontem precisamente. Levantou-se calmo, bem disposto, tomou o pequeno-almoço, arranjou-se. E subiu depois as escadas íngremes que na sua casa de sempre vão dar ao ateliê nas águas furtadas. A vida ainda não tinha começado. Só ali, de facto, em contacto com as telas, os desenhos, as tintas, os pincéis, o carvão, o dia faz sentido e tido o"resto passa a ser subsidiário".

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