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A estrela negra de David Bowie brilha de forma intensa

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No dia em que completa 69 anos, o camaleão planta-se em frente ao espelho e questiona a imagem à sua frente. O resultado desse diálogo é o primeiro grande disco de 2016

d.r.

David Bowie completa 69 anos amanhã, dia em que edita Blackstar, entrada número 25 no seu catálogo pessoal de criações originais. Não entender estas coisas como sinais claros de que o universo ainda é capaz de gerar sentido e de harmonizar forças é não perceber a suprema mecânica celeste, ceder ao lado negro da força, acreditar que o fim está próximo e que o Daesh ou a Coreia do Norte serão os nossos carrascos.

Curiosidade adicional que reforça a ideia de harmonia cósmica em funcionamento por aqui: a 14 de Janeiro de 1966, portanto há praticamente meio século, David Bowie lançou o seu primeiro single depois de alterar o seu nome original para o apelido artístico que a posteridade haveria de guardar. O título desse single, "Can't Help Thinking About Me", oferece, afinal de contas, uma possível chave para decifrar o autêntico enigma em que o tempo transformou David Bowie, um artista que passou meio século a observar-se ao espelho e a escrever canções sobre essas observações.

Acontece que Bowie é um artista e a imagem que via reflectida de cada vez que se colocava diante do tal espelho era sempre diferente. Blackstar é a mais recente prova disso mesmo: "look up here, i'm in heaven / i've got scars that can't be seen", canta Bowie em "Lazarus". E daí as canções...

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