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Que coisa é essa, o piropo?

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GALANTEIO. “The Flirtation” (“O namorisco”), do pintor italiano Eugenio Blaas (1843-1932)

d.r.

Piropo não é o mesmo que assédio verbal. O piropo pode ser património imaterial da humanidade, porque apenas exalta o belo e o sublime. O assédio verbal e a ordinarice, pelo contrário, podem (e devem) ser criminalizados. Noutros tempos, o primeiro agradecia-se, o segundo tratava-se à bengalada

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

O piropo tem sido muito mal tratado, sobretudo por ignorantes que não sabem o que é. Confundindo-o com ordinarices atiradas de um qualquer andaime (como ainda recentemente AQUI o fez José Soeiro), desconhecem a sua longa história de galanteria, que já vem de Ovídio, poeta latino de há 2000 anos. Do mesmo modo que o Bloco de Esquerda, ao pretender legislar contra o assédio verbal lhe chama erradamente piropo, como se pode ver AQUI. Ora nada disto é assim.

Entendamo-nos: uma coisa é a chamada ‘boca foleira’ e pior ainda a ordinarice total. Outra, completamente diferente e oposta, é o piropo. E esta taxonomia (ou, se preferirem, esta classificação científica) é absolutamente necessária para não se deitar fora a criança com a água do banho. O piropo, o belo piropo, pode ser património imaterial da humanidade, porque apenas exalta o belo e o sublime, sem qualquer teor sexual implícito. Muito menos um teor de assédio ou perseguição. O piropo agradecia-se. A ordinarice tratava-se à bengalada.

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