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Como se faz um santo

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d.r.

É provavelmente o país mais perigoso do mundo, detentor de arsenal nuclear. Têm-se multiplicado as denúncias dos horrores nos campos de concentração e os relatos de fome, miséria e violência na Coreia do Norte, a par de aspetos burlescos, mas revoltantes, como o séquito de jovens adolescentes ao serviço exclusivo dos dirigentes do país. Neste texto de um especialista no país, explica-se como relatos épicos de feitos heroicos moldaram as fundações do regime totalitário da Coreia do Norte
(texto publicado originalmente na Revista do Expresso a 11 de Abril de 2015)

CHRISTOPHER RICHARDSON

Em 1994, quando o país resvalava para a fome, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) gastou milhões de dólares a erguer um zigurate no topo do mausoléu de Tangun, fundador da dinastia de Kojoson. Apesar da natureza dúbia de quaisquer alegações acerca de um homem mais envolto em antiguidade do que Moisés ou Licurgo, havia razões urgentes para se achar necessário comemorar a vida de um legislador cujo reino começou em 2333 a.C.

Ao contrário de reinos coreanos posteriores, a capital de Tangun era próxima de Pyongyang. Seul teria a honra de ser capital de Choson, reinando sobre uma península unida durante meio milénio até à parte final do século XIX. Em 1994, vendo a República da Coreia assumir a dianteira na corrida por legitimidade económica e política na península, a RPDC foi ao passado reclamar uma legitimidade ainda maior, a do mito fundacional da própria nação coreana.

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    A Coreia do Norte acaba de aceder ao “grupo dos Estados nucleares avançados”, garantem as autoridades de Pyongyang. A realização de um teste nuclear, esta quarta-feira, não está em causa. Mas especialistas duvidam que tenha envolvido uma bomba de hidrogénio, como os norte-coreanos reclamam