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Marcelo a ver a banda (dos debates) passar

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DEBATES Todos contra um

FOTO MARCOS BORGA

Na ressaca das Festas, a chuva de debates entre os 10 candidatos a Belém é uma estreia de efeito incerto. Cansaço? Desinteresse? Ou mobilização contra o predileto das sondagens? Marcelo teve Henrique Neto à perna. Mas não recebeu até agora alertas vermelhos e conta com as divisões alheias para se demarcar. O mais difícil está para vir (Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa). Mas o candidato previne-se e continua a namorar ... António Costa

O candidato Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, calceteiro de profissão e conhecedor do que o povo gosta, disse hoje de manhã, no debate a 10 na Antena Um, que se fosse Presidente da República “deixava António Costa brilhar”. Também disse que entre si e Marcelo Rebelo de Sousa há um ponto em comum - “somos os dois populares, vamos ter mais votos”. Mas em boa verdade, eles têm dois pontos em comum. Marcelo, do alto da sua imbatível popularidade, comunga com Tino o filão Costa. No desfile de entrevistas e debates que marca esta pré-campanha das presidenciais, a sua aposta tem sido posicionar-se como o grande pacificador. A pensar, acima de tudo, no centro esquerda.


A prova mais difícil ainda não chegou. Quinta e sexta-feira serão os debates entre Marcelo Rebelo de Sousa e, respetivamente, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. E não é certo que os dois candidatos da área socialista não façam mossa no predileto das sondagens. Domingo à noite, Marcelo teve um ensaio do que lhe pode sair na rifa - Henrique Neto acusou-o frontalmente de ser “um dos causadores da destruição do país” e de “nunca ter usado o palco na TV para combater os vícios do sistema”. Mas o candidato conta com a divisão entre os adversários à sua esquerda e com a divisão no próprio PS entre os que apoiam Nóvoa e os que apoiam Belém, para se posicionar como o grande conciliador.

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