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Pressionado no terreno, Daesh contra-ataca... com palavras

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Com a bandeira negra jiadista numa mão e um sorriso confiante no rosto, um homem exibe duas das imagens de marca do Daesh, numa foto de 2015. Mas a confiança jiadista já teve melhores dias

FOTO REUTERS

Após a conquista de Ramadi aos jiadistas, as autoridades iraquianas apressaram-se a identificar a próxima batalha — Mosul — e a prometer o fim do Daesh para 2016. Confrontados com crescentes perdas territoriais, os extremistas contra-atacam com retórica. Muçulmanos de todo o mundo respondem-lhes... com sarcasmo

Margarida Mota

Jornalista

A reconquista de Ramadi, concluída na segunda-feira pelas tropas iraquianas, é o mais visível — e importante — de um conjunto de desaires acumulados recentemente pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). Aquela cidade iraquiana é um dos vértices do chamado “triângulo sunita”, uma grande área habitada maioritariamente por populações muçulmanas sunitas (confissão minoritária no Iraque) que engloba a capital, Bagdade.

No tempo de Saddam Hussein, o “triângulo” era um bastião de apoio ao Presidente (também ele sunita). No pós-Saddam, tornou-se um pólo aglutinador do descontentamento sunita em relação à governação sectária de Bagdade (beneficiando a maioria xiita) e uma zona permeável ao Daesh (sunita) que capitalizou apoio com a frustração sunita.

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