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Joias da Coroa. O esplendor de uma glória perdida

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COROA. Feita no Brasil para a aclamação de D. João VI, a peça não era para ser usada na cabeça, antes para ser vista ao lado do monarca, como símbolo do seu poder

Campiso rocha

As joias da coroa foram vendidas e fundidas, reconstituídas e roubadas. Quando se anuncia a criação de um museu que as vai albergar, fomos visitá-las em exclusivo. Uma história nunca antes contada (artigo publicado originalmente na Revista E de 7 de fevereiro de 2015)

Em Versalhes, Madame de Pompadour, a preferida de Luís XV, ficou maravilhada. À sua frente, o ourives Pierre André Jacquemin mostrava-lhe a sua última joia, uma Tabaquière em ouro cravejada de diamantes e esmeraldas, fruto de um trabalho artístico sublime. A amante do rei de França não foi a primeira nem a última pessoa a ver a caixa de tabaco tida até hoje como a mais espetacular executada na Europa, tal a sua riqueza, o talho raríssimo e a dimensão, mas nunca a viu ser usada.

A peça pertencia à coroa portuguesa. Tinha sido encomendada pelo rei D. José ao ourives da realeza francesa, também marchant de joias e que, orgulhoso da sua obra, quis exibi-la antes de a enviar para Portugal.

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