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Um terrível quebra-cabeças

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ACORDOS PRECISAM-SE. O panorama no novo Congresso espanhol torna imprescindível acordos entre partidos para a formação de um novo Governo

ANDREA COMAS / REUTERS

Os resultados das eleições em Espanha refletem a fragmentação do mapa político e tornam muito difícil estabelecer acordos de governo. A 13 de janeiro deve estar constituído o novo Parlamento. A partir de então, inicia-se um período sem prazo de negociações para a formação do Governo. Se ninguém o conseguir no prazo de dois meses, serão convocadas novas eleições

Angel Luis de la Calle

Angel Luis de la Calle

Correspondent em Madrid

A política espanhola entrou num cenário inédito e extraordinariamente complexo. Pela primeira vez em todo o processo democrático, os cidadãos acordaram esta segunda-feira 21, depois de terem votado em eleições gerais históricas, sem saber quem vai ser o chefe do Governo nacional.

Os resultados saídos das urnas mostram um panorama muito fragmentado, que não permite que nenhuma das forças políticas concorrentes, tradicionais ou emergentes, garanta a formação do Executivo. O Partido Popular (PP, centro-direita) foi o mais votado, mas sofreu uma grande perda de assentos parlamentares, elegendo apenas 123 deputados, bem menos do que os 176 necessários para governar sozinho. Apesar de ter tido os piores resultados da sua história − 90 deputados eleitos − o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, social-democrata) mantém-se em segundo lugar nas preferências dos cidadãos.

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