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Blatter, o corruptor implacável: “I'll be back”

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ESTÁ NA CARA. Um penso na cara após lhe ter sido removido um sinal. Um sorriso na cara, após o castigo de oito anos

epa

Joseph Blatter e Michel Platini foram suspensos pelo Comité de Ética da FIFA durante oito anos. O francês não se pode candidatar à presidência do organismo

O problema de Sepp Blatter foi não saber quando parar. “Talvez o devesse ter feito após o Mundial de 2014”, disse hoje. Tarde de mais. Blatter não viu que se tinha aberto uma janela de oportunidade para sair pelo próprio pé: o Mundial correra bem (todos correm, aliás), mas correra especialmente bem porque o Brasil inteiro estava contra o Mundial e acabou engolido pelo Mundial.

Ou seja, o jogo voltara a fazer o que o circo fazia em Roma, anestesiar e alienar as sociedades, e Blatter devia ter alegado cansaço e velhice para se reformar. Não o fez. Não percebeu que um dia iria perder o controlo do império de cunhas, luvas, corrupção e segredos sujos que construíra.

Blatter esqueceu-se que a ganância e a vaidade e o instinto de sobrevivência fazem parte da natureza humana. E quando Chuck Blazer, secretário geral da CONCACAF, comprou um apartamento de 3 milhões de dólares nas Bahamas, a polícia e o fisco bateram-lhe à porta.

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