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As eleições da mudança. Por pactos nunca antes firmados

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Mariano Rajoy, chefe do Governo e do Partido Popular, precisará de pactos se quiser continuar no poder, embora diga que não os fará com os socialistas. Os partidos emergentes Podemos e Cidadãos tornam-se cruciais para a governabilidade

GANHADOR? Mariano Rajoy pode ser o vencedor das eleições deste domingo, mas conseguir formar Governo será uma tarefa tão ou mais difícil

GANHADOR? Mariano Rajoy pode ser o vencedor das eleições deste domingo, mas conseguir formar Governo será uma tarefa tão ou mais difícil

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À margem das sondagens e projeções de voto, os espanhóis vão votar, neste domingo, com duas imagens muito potentes gravadas na retina, que romperam o marasmo de uma campanha eleitoral anódina e plana: o tremendo murro desferido a Mariano Rajoy, na quarta-feira, por um miúdo de 17 anos, durante um passeio pelas ruas de Pontevedra, cidade onde o primeiro-ministro cresceu; e a enorme tensão resultante do frente a frente televisivo protagonizado, na segunda-feira, por Rajoy e pelo candidato do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, social-democrata) à chefia do Governo, Pedro Sánchez. Nele, os dois trocaram insultos e acusações de alto nível.

O que ninguém se atreve a quantificar é a influência que estes dois acontecimentos vão ter sobre a escolha dos eleitores, sobretudo quando os peritos referem uma alta percentagem de indecisos (mais de 40% do eleitorado). A agressão a Rajoy, transmitida em direto na televisão, gerou uma onda de simpatia para com o líder do Partido Popular (PP, centro-direita), materializada em centenas de mensagens de solidariedade procedentes de todo o mundo, inclusive dos seus adversários políticos espanhóis. A condenação do reprovável ato de violência foi unânime, manifestada por gente que vai do rei Filipe VI até cidadãos de esquerda e das camadas sociais desfavorecidas.

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